Arquivo para Setembro, 2006

Uma má notícia para quem quer ir trabalhar de bicicleta!

É uma má notícia!
Tapada com o doce da gratuidade, temos a notícia que passou a NÃO SER PERMITIDO o transporte de bicicletas nas horas em que tal é mais necessário para uma verdadeira intermodalidade!

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Transtejo promove transporte gratuito de bicicletas

A partir de domingo será possível transportar gratuitamente bicicletas nos barcos da Transtejo. Uma iniciativa que surgiu “no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade” e que “tem em consideração o conceito de intermodalidade e valorização das acessibilidades”, nota Ana Lecoq, do Departamento de Direcção Comercial da Transtejo.

A iniciativa já vigorava aos fins-de-semana e feriados, mas a partir de domingo os clientes da Transtejo e Soflusa poderão usufruir deste serviço gratuito durante todos os dias úteis, apenas com restrições nas horas de ponta da manhã e da tarde. Ana Lecoq confessa mesmo que a “adesão que havia aos fins-de-semana levou a empresa a estender a gratuitidade aos dias úteis”. Quanto à adesão esperada durante a semana refere apenas que terá de ser aquela “compatível com a capacidade da Transtejo”.

Assim, o transporte diário de bicicletas estará interdito apenas entre as 06h30 e as 09h30 no Sentido Sul/Norte e entre as 17 e as 20 horas no sentido Norte/Sul. No ferry-boat, o transporte de bicicletas será gratuito diariamente, sem lotação definida e sem restrição de horários.

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Podem ver toda a notícia no sítio de Setúbal na Rede.
Os tarifários da Transtejo anteriores :

CARREIRA MONTIJO (SEIXALINHO) / T.PAÇO

Bilhetes simples

€ 1,90

Bilhete de Bicicleta (**) € 2,50

(**) Lotação 3

CARREIRA SEIXAL / T. PAÇO

Bilhetes simples

€ 1,55

Bilhete de Bicicleta (**) € 2,50

(**) Lotação 3

CARREIRA BELÉM / TRAFARIA / P.BRANDÃO

Bilhetes simples

€ 0,75

Bilhete de Bicicleta (**) € 1,60

(**) Lotação 6

ZONA – ESTREITA
CARREIRA CACILHAS / C. SODRÉ

Bilhetes simples (Bilheteira)

€ 0,72

Bilhetes simples (Máquina automática)

€ 0,70

TARIFÁRIO – VEÍCULOS

CLASSE A  
Bicicleta € 0.85

E os da SofLusa:

   
Bilhetes (Barreiro-Lisboa-Barreiro)
   
Simples € 1,50
Meio € 0,72
Pré-Comprado € 10,3
   
Bicicleta € 2,50
   
Animal de Companhia € 0,72
   
Em vigor desde 01/07/200

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Ando de bicicleta porque GOSTO!

De uma mensagem escrita por Mr.Jeremy Parker da lista Bicycling Advocacy que subscrevo:

«I think the only legitimate reason to ride a bike is
because it is fun
, and saves you having to waste time in a gym
behaving like a hamster in its wheel»

Que me desculpem todos os que realmente gostam de ir ao ginásio, mas Mr. Parker conseguiu descrever exactamente o que sinto. Principalmente no que toca a ser divertido andar de bicicleta!

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Conhecem a Nacional 10?

Este senhor também a conhece e também a utiliza na sua bicicleta!

Desculpem a qualidade das fotos…

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Acessibilidades para bicicletas – calhas nas escadas

Um dos pontos mais importantes numa política de transportes sustentável prende-se com a intermodalidade, sendo que cada vez mais os terminais de transportes públicos ‘obrigam’ a subir e descer escadas.

Se muitas vezes andamos com a bicicleta ‘despida’ e até não custa carregá-la um ou dois lances de escadas, o caso torna-se mais problemático quando a levamos um pouco carregada – o que é particularmente preocupante quando a utilizamos para as compras no dia-a-dia, quando pretendemos fazer uma pequena viagem, etc. – ou quando vamos acompanhados por uma ou duas crianças (ninguém pode esperar que uma criança seja capaz de carregar a sua bicicleta)!

Cada vez mais, existem acessibilidades – elevadores, escadas rolantes – que teoricamente servem para facilitar o acesso! Digo teoricamente porque infelizmente em Portugal é comum não se poder utilizar com as bicicletas:

Metropolitano de Lisboa «É proibido o transporte de bicicletas nas escadas mecânicas, tapetes rolantes e elevadores existentes nas estações e acessos»

Fertagus «É proibida a utilização das escadas mecânicas e elevadores existentes nas Estações para transporte de Velocípedes.»

Já que está norma (incompreensível) existe, o mínimo que as empresas que as querem impôr podem fazer é dotar as escadas das suas estações com uma calha que permita empurrar a bicicleta ao invés de a carregar.

Para perceberem o que é:

Calhas

Deixo ainda uma fotografia* de uma senhora a utilizar uma coisa destas.

*Tirada durante uma viagem da Cambridge Cycling Campaign à Holanda. Podem ver um relato e muito mais fotografias no sítio da CCC

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Código da Estrada

Por falar em Código da Estrada (CE), numa das mailing lists que subscrevo (Bicycling Advocacy), apareceu-me hoje isto:

On Jun 7, 2006, at 1:47 AM, Bruce Rosar wrote:
> Another approach is just not have rules that target cyclists, and
> instead have every driver who’s operating a vehicle (whether pedal or
> motor powered) share the same basic rules
when sharing the same roads.

Theoretically, this sounds fine, and if everyone I encountered agreed
that a bicycle was a vehicle, I’d think this was a great idea.
Unfortunately, most people, even avid cyclists and bike shop owners
themselves, tend to say “bike” and “vehicle” as if they were separate
concepts. So, unfortunately, the best we could do, I think, is remove
any bicycle-specific wording in traffic law except for ONE law that
legally designates a bicycle AS a vehicle
.
The rest of the skill set a rider needs on the road could be covered in
the Driver’s Handbook, I suppose…

John A. Ardelli


Resumindo: Bruce Rosar refere que não deveria haver regras definidas para bicicletas, mas sim que as regras deveriam ser definidas para os veículos, ao que John A. Ardelli responde com o constatação de que muitas pessoas – mesmo ciclistas muito experimentados – falam de bicicletas e veículos como se fossem conceitos diferentes.

A sugestão que John A. Ardelli faz para emendar esta misconception*, é alterar o CE de modo a que todas as referências a bicicletas desapareçam excepto no que se refere a especificar que uma bicicleta é um veículo!

Esta ideia, de ter um CE cujas regras sejam gerais a todos os veículos, é um dos pontos que eu pessoalmente defendo e é uma das ideias base desta proposta de alteração do CE.

* A melhor tradução que eu consigo para misconception é: conceito errado e como não me soa muito bem, preferi manter em Inglês pois transmite exactamente o que eu quero dizer e o que penso ser o que John A. Ardelli queria dizer!

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Cumprir os limites de velocidade!

Acerca de uma notícia sobre um ciclista morto numa rua de Nova Iorque, devido a um camião virar à direita sem verificar se vinha alguém:

StreetsBlog » Trucker Kills Cyclist on Ninth Avenue and 29th Street
Simple enforcement of city speed laws would go a long way towards increasing the safety of cyclists in this area of Manhattan.

O artigo e todos os comentários no StreetsBlog

Em português:

“O simples cumprir dos limites de velocidade seria um grande passo para aumentar a segurança dos ciclistas nesta área de Manhattan.”

Em Manhattan e em todo o lado digo eu!

Sobre este assunto já há muito que a minha opinião sobre a segurança tanto dos ciclistas como dos peões e de todos os outros utilizadores das estradas nacionais passa por uma medida muito simples:

  • Cumprir o código – nomeadamente o que diz respeito a velocidades!

Se o governo (local e nacional) em vez de se preocupar em fazer ciclovias e gastar rios de publicidade a dizer que vão fazer uma rede ciclável, blá-blá … - que na pratica é somente usada aos fins de semana e as pessoas vão de carro (muitas vezes fazem várias dezenas de quilómetros) com as bicicletas em cima, dão um passeio de meia-hora e lá voltam eles para o seu carro e mais uns quilómetros a poluir e a encher as estradas! - se preocupassem em fazer com que os limites de velocidade fossem cumpridos, seria mais barato, mais rápido e melhoraria as condições para TODOS e não só para os que vão passear ao fim de semana!

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ScienceDaily: Wearing A Helmet Puts Cyclists At Risk, Suggests Research

O Dr Ian Walker da Universidade de Bath (Reino Unido), fez um estudo em que pretendia ver qual o espaço dado pelos motoristas quando ultrapassam um ciclista.

Para isso equipou a sua bicicleta com sensores de distância e andou pelas ruas, metade das vezes com capacete e metade sem capacete!

A conclusão é pelo menos interessante:

  • Quando o ciclista tem capacete o espaço que o motorista deixa é inferior!

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ScienceDaily: Wearing A Helmet Puts Cyclists At Risk, Suggests Research
Wearing A Helmet Puts Cyclists At Risk, Suggests Research

Drivers pass closer when overtaking cyclists wearing helmets than when overtaking bare-headed cyclists, increasing the risk of a collision, the research has found.

» continua no Science Daily (…)

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Jornal de Notícias – Equipas da Cruz Vermelha levam socorro de bicicleta

Jornal de Notícias – Equipas da Cruz Vermelha levam socorro de bicicleta

Alexandra Serôdio, Henriques da Cunha

Equipas da Cruz Vermelha levam socorro de bicicleta

Habituaram-se a dar passagem às bicicletas e a responder à pergunta “está tudo bem?”. Os leirienses já não dispensam a presença dos socorristas da Cruz Vermelha, enquanto fazem as suas caminhadas ou corridas ao final do dia. Um entorse, um corte, ritmo cardíaco elevado ou simplesmente uma quebra de tensão podem ser de imediato tratados e evitar situações mais preocupantes. O “Byksocorro” começou a 1 de Agosto. E veio para ficar na cidade de Leiria.

“Eles são mesmo simpáticos e, além de nos cumprimentarem ainda perguntam se precisamos de alguma coisa”. Isabel Cristina, que há vários meses caminha alguns quilómetros por dia nos passeios pedonais que ligam S. Romão ao Parque Desportivo, em extremos opostos da cidade, admite que já não dispensa a companhia dos socorristas. É que “muitas vezes, somos só mulheres a andar por aqui e sentimo-nos mais seguras quando vemos as bicicletas passarem”.

continua no sítio do JN (…)

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