O Dr Ian Walker da Universidade de Bath (Reino Unido), fez um estudo em que pretendia ver qual o espaço dado pelos motoristas quando ultrapassam um ciclista.
Para isso equipou a sua bicicleta com sensores de distância e andou pelas ruas, metade das vezes com capacete e metade sem capacete!
A conclusão é pelo menos interessante:
- Quando o ciclista tem capacete o espaço que o motorista deixa é inferior!
«
ScienceDaily: Wearing A Helmet Puts Cyclists At Risk, Suggests Research
Wearing A Helmet Puts Cyclists At Risk, Suggests ResearchDrivers pass closer when overtaking cyclists wearing helmets than when overtaking bare-headed cyclists, increasing the risk of a collision, the research has found.
» continua no Science Daily (…)





Mario disse
Excelente link para todos compreendermos que estas coisas ligadas ao risco e segurança rodoviária não são tão simples como parecem. O artigo do Ian Walker é de facto muito interessante, quando em vários países europeus continua a haver vozes a favor da obrigatoriedade do uso de capacetes para ciclistas. Inclusive em Espanha, o que assinala um perigo de um dia em Portugal alguém se lembre do mesmo. Ora já está esclarecido que o ganhos para a saúde publica desta medida é, no mínimo, muito questionável.
Escrevo este comentário pelo seguinte, acho a explicação dele para que isto aconteça plausível: os motoristas acham que ciclistas com capacete têm mais experiência e são mais previsíveis que os que não têm capacete. Estranho que não mencione a Lei da Compensação do Risco (uma das mais citadas no debate do uso do capacete). Segundo esta lei o facto do ciclista usar capacete leva-o a tomar mais riscos e ao motorista assumir mais riscos (passando mais próximo dele, mas não só), podendo anular as vantagens de usar o capacete (o problema da obrigatoriedade não se esgota neste argumento). Claro que é um factor que, apesar de ninguém negar a sua existência, é de difícil quantificação. Mas como o Prof. Adams da Univesity of London diz, deveria estar do lado dos defensores do uso do capacete provar que eles são eficientes e não o contrário.
Abraços e parabéns pelo blog,
Mário